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19 de outubro de 2010

A crônica do Oleari no
Caderno2.AG de A Gazeta

Publicado no Caderno2.AG do jornal a Gazeta desta segunda-feira 18.

17/10/2010 - 20h30 - Atualizado em 17/10/2010 - 20h30
Crônica
A Gazeta
Oswaldo Oleari
bloguidonoleari.blogspot.com
donoleari@gmail. com

Chi, chi, chi. le, le, le

Depois da grande jornada ao centro da terra, de onde saíam humanos renascidos exibindo boa disposição, alegrias, lágrimas, emoções, a ficha caiu e entendi a canção entoada pelo nosso guia Eduardo Fontes Zamorano num cititur por Santiago do Chile.

Perguntei-lhe se era o hino chileno. Ele disse: "Não, é o segundo hino chileno". A canção revela o orgulho do chileno pelo seu país, por seu povo.

"No Chile, nada é gratuito", dizia Eduardinho. "Tudo é privado. O que é público é pago, inclusive universidades públicas. Quem não pode pagar, tem um crédito, que é pago depois de formado". Mais: "O presidente da república mora em sua casa, não tem palácios nem vilas custeadas pelo governo".

E foi desfiando os feitos do seu país, sem disfarçar um orgulho sincero, nada a ver com arrogância ou supremacia sobre este ou aquele povo, tipo essa coisa ridícula que se faz aqui com los hermanos argentinos.

Fontes, um engenheiro com especialização em turismo - "é o que gosto de fazer", diz ele - ia mostrando a nosso pequeno grupo monumentos e heróis da cidade, onde o trânsito flui educado, organizado, sem o efeito nocivo e selvagem da "motopraga" - notou minha parceira ainda no cititur. As informações dos guias vêm num contexto histórico, para que se entenda tudo e, claro, faz acender a curiosidade a respeito de nossos "hermanos latinos", para os quais o Brasil e nós, brasileiros, meiqui sempre demos as costas - "povinho besta" somos nós, com nosso nariz empinadinho?

Em nossa pauta etílica-gastronômica-cultural, no "El Perseguidor", buteco de jazz, nos deliciamos com um quinteto durabu, trumpete, trombone, 2 saxofones, bateria e baixo, muito improviso, latin jazz, latin funk, sonseira. No meio da apresentação, o trumpetista Cristian Cuturruto saca lá, punho pro alto: "Chi - chi - chi - le -le -le - Chileee - Chileee". Todos acompanham o "grito de guerra", inclusive nós, depois de goles em duas garrafas de vinho. Enfim, tamu na vida!

A história do Chile, escrita em cima de muitas guerras, forjou um povo educado, receptivo, bem formado e informado. Que viu seu país crescer a 8,5 % em agosto.

Que se orgulha de ser um grande polo exportador, lincando países do leste aos seus muitos portos no Pacífico.

Onde moram os pobres em Santiago? "Brasilerim da silva", acostumado aos cinturões de favelas no entorno das cidades, esperávamos favelas chilenas. Não existem, a rigor. Mora-se em vilas, embora distantes do centro, mas em casas normais, com arruamento, água, luz, serviços básicos. Ah, um país sem indústria automobilística - que maravilha! A frota é nova, chega das fábricas de origem, dos cafundós, a precim de banana. Não se vê carros impróprios para uso.

Mineiros soterrados voltaram do fundo da terra para um país, seu país, que repicou sinos em todas as igrejas, de cabo a rabo, e para seu grito de chilenidade.

A história do Chile, escrita em cima de muitas guerras, forjou um povo educado, receptivo, bem formado e informado.

2 comentários:

  1. Anônimo19.10.10

    Don,
    Já havia lido sua Crônica sobre o Chile.
    Bacana. Você voltou feliz.
    Isso é bom.
    Interessante saber do presidente morando em sua casa... Algo como o avião do nosso presidente e outras bilongas mais.
    Como prosseguir, após a eleição do Tiririca. E ainda mais sabendo que é tudo esquema.
    Quem é o palhaço?
    Chile neles!
    Abraço,Victor

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  2. Além disso, meu caro, lá, para se ser candidato a qualquer cargo legislativo ou executivo, neguim, digo, branquelim tem que passar por uma faculdade.

    Quanto a isso, não sei se concordo ou discor. Tem minhas dúvidas. Sei lá. Abração do Oleari.

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