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1 de março de 2010

Contas de cartão de crédito,
de telefone, sempre atrasadas.

Postado por Antonio Cesar de Andrade,
da ACV
 
Quem leva a melhor e quem leva a pior?

No fim, infelizmente, sobra para o usuário, que acaba pagando juros, multas e outros encargos porque a prestadora de serviço falhou lá atrás.
Há uma grita geral contra o atraso no recebimento de algumas contas de serviços. Telefone, cartão de crédito e outros semelhantes. As contas chegam em cima do vencimento ou logo depois de vencidas e o usuário é quem paga por isso. Juros, multas e outras penalidades desse tipo. Quando o usuário reclama a prestadora do serviço tenta jogar a culpa no correio ou no estafeta. E não adianta reclamar; é capaz da prestadora do serviço mandar o reclamante procurar o bispo.

No fim, infelizmente, sobra para o usuário, que acaba pagando juros, multas e outros encargos porque a prestadora de serviço falhou lá atrás.

É mais do que sabido que as cobranças – contas telefônicas, contas de cartão de crédito e outras desse tipo – precisam chegar a tempo de serem pagas, a fim de evitar acréscimos, desde que cheguem em tempo hábil. É perfeitamente compreensível que se os valores das contas fossem datas fixas para vencer, o usuário teria como controlar melhor e não perderia o prazo para pagar. Bastaria agendar os compromissos, como as empresas organizadas fazem.

Não dá para acreditar que haja justificativa convincente para que esse tipo de atraso continue acontecendo, e se continua acontecendo fica a idéia de que alguém, que não seja o usuário, está levando vantagem quando as contas são pagas em atraso.

As operadoras de semelhantes serviços precisam rever seus procedimentos para que o usuário não fique no prejuízo e os que recebem as contas fiquem no lucro. Alguma coisa está errada na sistemática de encaminhamento de contas telefônicas, cartões de crédito, etc. que chegam sempre com atraso. E não adianta pretender transferir a culpa para o Correio que, apesar de algumas falhas, ainda é um dos melhores serviços que se tem no Brasil. Transferir para o bispo também, não.

Pagam-se juros muito altos e taxas absurdas em função do uso desses serviços, e como se não bastasse, o usuário ainda é penalizado com acréscimos que bem poderiam ser evitados, se a administração e o processamento deles acontecessem de modo mais sério e responsável.

Será que os usuários terão que recorrer ao Ministério Público? Em último caso talvez, sim. Ainda bem que se pode contar com um órgão sério como esse visando tentar pôr fim a esses desmandos.

Como os antigos dizem – e aqui vamos repetir -, o negócio só é bom quando é bom para os dois lados; ser bom só para as operadoras de telefonia e de cartão de crédito, não dá para aceitar.

Antonio Cesar de Andrade é empresário lojista e diretor de Imprensa e Divulgação da Associação Comercial de Vitória – ACV.

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