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23 de fevereiro de 2010

Estamos morrendo aos poucos

Postado por Emmanueldo Kant,
professor, filósofo

Nota do BDO - nosso analista analisa nosso momento e o menos que se pode dizer é: o pior é que é a pura constatação da nossa realidade, apesar da renda por cabeça no ES crescer sempre.

- "Irmão Metralha Don Oleari,
La violência es globalizada. Nosotros estamos a mercê de bandidos de toda a espécie, de todas as idades. Crianças, jovens, adultos, velhotes, caducos, pobres, ricos, pretos, brancos, enfim, todos são vítimas da alaúza que virou as nossas vidas, trancados ou não nas casas de Mães Joanas em que se transformaram nossos lares, locais de trabalho e de lazer.

La catarse es coletiva, que virou síndrome, que se inseminou por todas as partes, nas periferias das cidades grandes, que se alojou nos centros das urbis, que ultrapassou as porteiras das capitais em busca do inteiror, das pequenas cidades, das vilas e lugarejos, e terminou adentrando o matagal, encrustando-se na zona rural e subvertendo a ordem dos matutos, que também são vítimas da fragilidade do Estado como um todo.

Estamos vivemos uma paranóia. Somos indefesos, medrosos em retomar à vida, com o nosso direito alienável de ir e vir procrastinado pela bandidagem, principal produto da corrupção e impunidade impostas pela Sociedade, que nos gerencia, nos administrada e nos sufoca, travestidos de políticos e operadores do Direito.

A Lei é falha, caduca, inoperante e os políticos a mantém em causa própria, em defesa da bandidagem que começa por eles próprios, dentro de seus gabinetes refrigerados, de suas luxuosas moradias, utilizando-se de falcatruas, de caras limpas, em suas cuecas, meias, calcinhas, fraudinhas, que proliferam através de seus filhos e parentes próximos.

Aqui em Vila Velha, estado do Espirito Solto, que tem muitas de muitas coisas feias, tenebrosas, escancaradas, a criminalidade corre frouxa, alcança índices cada vez mais assustadores. Todos somos reféns do medo, do pânico, que se abateram sobre nós. Há muito, deixamos de confiar no próximo, no vizinho que, antigamente, fazia parte da família, que botava as cadeiras nas calçadas para um dedo de prosa nas noites iluminadas e tranqüilas como nos tempos da vovó.

O romantismo acabou. A violência tomou conta de tudo, impôs o toque de recolher, de chegar em casa mais cedo, de dormir mesmo com insônia. Já não vivemos mais como antigamente, seguros e felizes. Estamos morrendo aos poucos, mesmo sem termos contratado a morte por antecipação.

Mata-se por motivo fútil, brigas de vizinhos, bate boca em mesa de bar, fuxico, futricas, honra lavada, como moças descabaçadas, sexo oral e anal, chifres, ciúmes, troca troca mal resolvida que também chamam de crimes passionais, trambiques, roubos, assaltos, balas perdidas entre outros adjetivos e artigos previstos em Lei que só existe no papel e ninguém respeita.

Saludos, Emmanueldo do Jardim Colorado e adjacências".

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